terça-feira, 13 de dezembro de 2011

De Nós ( E Do Futuro )

Não importa onde o vento vai,
Somos flores do amanhecer.
E a tarde que cedo cai,
Nem sempre se quer ver.

Onde guarda o temporal
Pra poder se proteger
Desse eterno vendaval
Que na pele se faz arder.

E não há mais pra onde ir.
Faz de conta que eu sei guiar.
Tantos olhos eu vi partir,
Tantas cores eu vi mudar.

É pouco, mas preciso ser.
Ainda que demore lá,
Encontro mesmo sem saber,
O amor que já vi brotar.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Novembro

Ele veio, me levou tão longe.
Andei mais de mil quilômetros distante.
E o frio fez companhia,
Na beira da torre, na tarde vazia.

Enquanto perambulava por ruas desconhecidas,
Ouvia gente conversando, cheiro de café à luz do dia.
Qualquer deslize e lá se tornaria minha moradia.
Paris, Londres, só faltava sua companhia.

Lá me perdi, quem sabe só por se perder,
Pra ver que sei o tanto dos amores de você.
Vai entender o que quer dizer..
Me perdi na vontade de caber.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Dos Mares

Despejo meus rios de ser no mar.
Afinal é ele que me encontra quando ninguém quer encontrar.
E mesmo que seja em sonho, sei, ou suponho, das ondas que me levam para lá.
Desenham minhas chances perdidas no penar, caminho de fé para iluminar.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Deixa Que O Nosso Amor Flutue

Hoje passei só pra agradecer tudo de você..
Eu, que por tantas vezes fui inibido, não tenho mais vontade de esconder.
Se é pra sonhar, então deixa eu sonhar acordado, enquanto te tenho ao lado e posso imaginar nós dois em qualquer lugar.
Faço dessa vida rotineira, música para ouvir e admirar.
Então aceito ser assim, enquanto conseguir te escutar, nada vai ser problema demais pra mim, nada vai ser difícil demais de decidir.
E se algum dia não for mais digno de te teres por aqui, que siga teu rumo, afinal, você pode se virar muito bem sem mim..
Eu já não posso dizer o mesmo..
Mas esse pessimismo não vai me tomar agora, estou afogado nesse mar de felicidade e não pretendo sair tão cedo.
Ficarei aqui, escondido nesse mundo em que construí, onde meus versos soam como música e sua voz canta em meus ouvidos um murmúrio fino que diz:

'' Deixa que o nosso amor flutue, somos borboletas livres encontrando o caminho do sol. Amanhã de manhã teremos em nossa companhia as flores mais belas do dia. Deixa que o nosso amor flute, você é meu guarda-chuva, minha caixinha de surpresas, meu devaneio mais contido, meu amor, meu abrigo. Deixa que o nosso amor flutue, sou tua palavra esquecida, sou tua pele roçando a minha, sou teu beijo mais forte, sou teu amor, tua sorte. Deixa que o nosso amor flutue, Deixa que o nosso amor flutue. ''

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Eterna Avenida

Vem me descobrir, atar tua razão na minha e por alguns instantes, sorria !
Pois quando chegar o novo dia, seremos dois fazendo companhia a todo o universo.

A solidão será tão distante, viveremos feito dois amantes remando rumo ao sol.
Fuga de casa pra retomar o que sempre nos pertenceu, propósito mútuo foi o que nos fortaleceu.

E o pra sempre pode ser tão perto, basta um simples toque de inverno misturado com verão, seremos nós em qualquer estação.
Sinto teu dedilhar em minhas mãos, singelos toques de paixão, leves como o peso do teu corpo no meu.

E o tempo pode até ceder, se enganar, voar como folha no ar. Pra gente basta se encontrar para o caminho se realinhar, dar forma ao que nunca faltou vida. 
Somos amor cúmplice de antigos românticos desfilando pela eterna avenida.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

D'alma

Enquanto não me encontro, faço de minha casa qualquer lugar. Sou flor do campo, perdida no vento que outrora soprava numa terra por aí.

Deixo-me levar assim, suavemente sozinho, adaptando-se ao dia como quem faz da rotina os melhores momentos de uma vida.

E a melodia do som vizinho traz calmaria a um coração já esquecido, que por tanto tempo ouviu, desiludido, os discos arranhados se fazendo de amigos, mas só serviam para alimentar o sonho impossível.

Fez-se notar então, a chuva que desce inudando todas as casas. 
E eu, ainda sem moradia, me afogo nessa pura água, buscando renovação d'alma.

domingo, 11 de setembro de 2011

Entrelaçado

E o amor se encaixou feito luva,
Aconchegou-se leve como pluma no viver.
Possui um divino sabor de fruta,
Brilha mais que o sol no amanhecer.

E enquanto houver mar pra navegar,
A gente vai cambaleando com a maré de atordoar.
Porém, vamos seguir mesmo que zonzos.
Nada quebrará o que o acaso fez brindar.

E o dia seguinte virá,
Trará as incertezas do domingo que se põe.
Mas não vou me deixar levar,
A luz que acende a alma não se pode apagar.

E por mais que haja algum futuro paralelo,
Encontrar-te-ei nas palavras de um sábio velho.
Ele me repetirá os pensamentos que você me fez ouvir:
'' Almas de amor com o tempo hão de se unir. ''