E se você fizer parte dos meus planos de hoje e do amanhã ?
E se você fizer eu me sentir mais seguro do que antes ?
E se a banalidade do comum se tornar comumente mais do que satisfatória ao seu lado ?
E se mesmo quando estiver só, eu não consiga me sentir sozinho, por sentir você sempre perto ?
E se o enredo da história disser que cada linha está sendo traçada com nossos punhos e que nós, com muito orgulho, somos os representantes do amor ?
E se tudo que eu quero te dizer, você puder sentir ?
E se as coisas ficarem complicadas, eu poderei ser a caverna onde esconderá seus segredos e medos ?
E se um dia você fugir, saberás que eu esperarei aqui ?
E se eu te prometer o mundo, mas só dar meu amor, terá motivos pra sorrir ?
E se eu quiser ser mais do que uma memória ?
E se eu quiser ser mais do que um ?
E se eu quiser ser mais ?
E se eu quiser, você quer ?
segunda-feira, 13 de junho de 2011
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Carnaval
Hoje até o trânsito abriu pro nosso amor passar.
Pode ser coincidência, mas felicidade assim não há.
Frente ao sol, luz clareia a vida, próxima saída é se encontrar.
Minha mente voa distante e ao mínimo relance, quer te alcançar.
Meu bem, solidão não se vê mais por aqui.
Teu coração faz o meu sorrir e em qualquer direção acerta um torpedo de calor.
Calor que aquece esse amor.
Ruas pintadas de branco só pra ver você passar.
As paredes de casa decoradas com fotos de nosso beijo mais recente.
Nosso carnaval fora de época reserva serpentina e alegria de sobra pra comemorar.
Meu amor, felicidade assim não há.
Pode ser coincidência, mas felicidade assim não há.
Frente ao sol, luz clareia a vida, próxima saída é se encontrar.
Minha mente voa distante e ao mínimo relance, quer te alcançar.
Meu bem, solidão não se vê mais por aqui.
Teu coração faz o meu sorrir e em qualquer direção acerta um torpedo de calor.
Calor que aquece esse amor.
Ruas pintadas de branco só pra ver você passar.
As paredes de casa decoradas com fotos de nosso beijo mais recente.
Nosso carnaval fora de época reserva serpentina e alegria de sobra pra comemorar.
Meu amor, felicidade assim não há.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Amuleto
Eu te fiz assim, de rainha a medalha.
Porto firme a segunda alma, ida a retorno.
Tanto pra desvendar, dama do olhar.
És amuleto do meu reinar.
Essa pressa por ti me abala,
Não sei se me mostro por completo ou me escondo..
Só sei que corro, porque o que eu sinto ultrapassa a minha velocidade.
Tento alcançar, mas fica cada vez mais distante.
Tentarei guardar esses sentimentos,
Quem sabe num melhor momento eu possa me soltar.
Mas você sabe o que se passa por aqui,
Nunca fui bom em te mentir.
Vens desfilar essa beleza,
E aqui, debaixo da mesa, eu fico a te esperar.
Sei que essa sorte é você que me dá.
Vem meu amuleto, minha dama de amar.
Porto firme a segunda alma, ida a retorno.
Tanto pra desvendar, dama do olhar.
És amuleto do meu reinar.
Essa pressa por ti me abala,
Não sei se me mostro por completo ou me escondo..
Só sei que corro, porque o que eu sinto ultrapassa a minha velocidade.
Tento alcançar, mas fica cada vez mais distante.
Tentarei guardar esses sentimentos,
Quem sabe num melhor momento eu possa me soltar.
Mas você sabe o que se passa por aqui,
Nunca fui bom em te mentir.
Vens desfilar essa beleza,
E aqui, debaixo da mesa, eu fico a te esperar.
Sei que essa sorte é você que me dá.
Vem meu amuleto, minha dama de amar.
domingo, 5 de junho de 2011
Homem de Palafita
Tão frio é o agora.
O calor resolveu habitar outros corpos que não o teu.
As dúvidas do amanhã só prevalecem diante dessa confusão.
Quem dera a certeza.. Quem dera a certeza te acertasse.
Te afogas no pouco de chão restante. Teus pés querem voar, mas faltam-lhes as asas.
Não tens estrutura pra estruturar.
Homem de palafita, esse não é o teu lugar.
Pertences a ferrugem do tempo.
Pertences aos velhos quadros perdidos na história.
Pertences aos romances de fina glória.
Teu poder não é o poder.
Te enquadras perfeitamente na assimetria de tua face.
Cala tua boca cheia de desdém.
Toma teu rumo.
Vai além.
Mas cuidado para não cair !
Nesse mundo não podes ceder, certo são aqueles que todos podem ver.
E ninguém te vê, ninguém te vê.
Homem de palafita, esse não é o teu lugar.
Vai morar na vizinhança do nunca saberá..
O calor resolveu habitar outros corpos que não o teu.
As dúvidas do amanhã só prevalecem diante dessa confusão.
Quem dera a certeza.. Quem dera a certeza te acertasse.
Te afogas no pouco de chão restante. Teus pés querem voar, mas faltam-lhes as asas.
Não tens estrutura pra estruturar.
Homem de palafita, esse não é o teu lugar.
Pertences a ferrugem do tempo.
Pertences aos velhos quadros perdidos na história.
Pertences aos romances de fina glória.
Teu poder não é o poder.
Te enquadras perfeitamente na assimetria de tua face.
Cala tua boca cheia de desdém.
Toma teu rumo.
Vai além.
Mas cuidado para não cair !
Nesse mundo não podes ceder, certo são aqueles que todos podem ver.
E ninguém te vê, ninguém te vê.
Homem de palafita, esse não é o teu lugar.
Vai morar na vizinhança do nunca saberá..
sábado, 4 de junho de 2011
Notas De Rodapé
Aprenda a amar tudo pela primeira vez como se fosse a última e guardar esse sentimento sempre dentro de você, mesmo que quem você ame não esteja mais por perto, cultive aquela sensação, aquela alegria que um dia causou e recebeu de alguém.
Não aguentaria perder alguém, eu não sou tão forte, até tento, na maioria das vezes, transparecer segurança e solidez, mas na verdade sou fraco, sou pedaços.
Tudo passa, desde a dor ao amor, do começo ao fim, tudo passa. Mas isso não quer dizer que não deixe marcas, tudo deixa marcas, tudo marca, desde o amor a dor.
Você pode voar pra qualquer lugar, mas sempre retornará a sua casa, a sua família, seus amigos. São essas pessoas que vão te confortar sempre que você precisar.
E quando você não souber de mais nada, saiba que o que você foi um dia, sempre vai viver na memória de alguém. Sejam memórias boas ou não. Você sempre vai viver em alguém.
Não aguentaria perder alguém, eu não sou tão forte, até tento, na maioria das vezes, transparecer segurança e solidez, mas na verdade sou fraco, sou pedaços.
Tudo passa, desde a dor ao amor, do começo ao fim, tudo passa. Mas isso não quer dizer que não deixe marcas, tudo deixa marcas, tudo marca, desde o amor a dor.
Você pode voar pra qualquer lugar, mas sempre retornará a sua casa, a sua família, seus amigos. São essas pessoas que vão te confortar sempre que você precisar.
E quando você não souber de mais nada, saiba que o que você foi um dia, sempre vai viver na memória de alguém. Sejam memórias boas ou não. Você sempre vai viver em alguém.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
O Ventríloquo
Tum. Tum. Ta. Tum. Tá. Tum.
No compasso descompassado desse ventrículo, ouço de lado esse coração impressionado que foi guardado num baú lacrado por faíscas de fé e raios de solidão.
Esse ventríloquo tão amado, permaneceu calado, no ritmo exagerado do ventrículo mal-humorado que insiste em bater errado e causa não se sabe, causa não se vê.
Tum. Ta. Tum. Tum. Tum.
Ainda sim espera, deixa a boca a aberta ansiando por palavras, podem até ser salgadas, mas aceita qualquer alimento pra alma, quer sentir a calma, mas não segue o compasso, coração segue arritmado.
Tum Tá.
Ta Tá.
Tum Tum.
Tum Tá.
Shhhh.
Bum !
No compasso descompassado desse ventrículo, ouço de lado esse coração impressionado que foi guardado num baú lacrado por faíscas de fé e raios de solidão.
Esse ventríloquo tão amado, permaneceu calado, no ritmo exagerado do ventrículo mal-humorado que insiste em bater errado e causa não se sabe, causa não se vê.
Tum. Ta. Tum. Tum. Tum.
Ainda sim espera, deixa a boca a aberta ansiando por palavras, podem até ser salgadas, mas aceita qualquer alimento pra alma, quer sentir a calma, mas não segue o compasso, coração segue arritmado.
Tum Tá.
Ta Tá.
Tum Tum.
Tum Tá.
Shhhh.
Bum !
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Jardim
Inspira amor, transpira alegria.
Quem está aqui pode ver.
Paz não é estar, é ser.
Procura movimento na saudade, esta é estática.
Não dói, sorri. Não reclama, pede. Nem sofre, sonha.
Trem flameja na estrada, derruba porta, pedra e casa.
Arrasta pelas pernas o sol e esconde ao pé da nuvem.
A lua chega, proclama liberdade.
Admirado com o que vê a luz do luar, diz a ela:
- Jardim de flor ?
- Já sim, amor
- Me encanta ?
- Canto..
Quem está aqui pode ver.
Paz não é estar, é ser.
Procura movimento na saudade, esta é estática.
Não dói, sorri. Não reclama, pede. Nem sofre, sonha.
Trem flameja na estrada, derruba porta, pedra e casa.
Arrasta pelas pernas o sol e esconde ao pé da nuvem.
A lua chega, proclama liberdade.
Admirado com o que vê a luz do luar, diz a ela:
- Jardim de flor ?
- Já sim, amor
- Me encanta ?
- Canto..
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